
em 05/08/2010, às 03h41min.

Por Daíse Carvalho
Ele é natural de São Gabriel, estudante de jornalismo e um ótimo contador de histórias. Conversamos com o cronista, Elder Jr., que esteve entre os seis finalistas do concurso Primeira Pauta do jornal Zero Hora.
- Quando surgiu o seu interesse pela escrita e onde busca inspiração para as histórias?
Elder Jr.: A primeira crônica que eu escrevi foi dia 5 de dezembro de 2006, com ela ganhei um prêmio no colégio onde estudava, percebi então, que tinha gostado de escrever e não parei mais. Procuro de maneira irreverente sempre mostrar nos textos em que produzo, as peculiaridades, valorizo o humano antes de tudo. A inspiração vem de tudo, todos os momentos, por exemplo, as pessoas passam por mim na rua conversando sobre alguma coisa e fico imaginando uma história a partir disso.
- Quantos prêmios você já recebeu desde dois mil e seis, porque acredita ter merecido?
Elder Jr.: Ganhei o Concurso de Poesia de São Gabriel, Concurso Literário de São Gabriel em 2006, no dia 11 de julho de 2008 o texto “Torcedor Fanático” saiu na coluna “Dando a Letrinha” do Caderno Kzuka, do ZH, para mim é um prêmio. Ganhei o 2º Prêmio PANC, na semana acadêmica de Santa Maria em 2009 e agora sou um dos seis finalistas do concurso Primeira Pauta. Cada texto que faço tento fazer o melhor texto da minha vida, já enfrentei muita crítica, não é fácil, as construtivas eu procuro sempre seguir. Quem produz deve publicar, deve mostrar a cara, se você não aparece ninguém vai reconhecer, a gente recebe muita crítica e tem que estar preparado para encarar elas.
- Como aluno de jornalismo da Unipampa, acredita que a faculdade, o curso em si colaborou para que seu texto evoluísse em conteúdo e qualidade? E como se sentiu em representar a instituição?
Elder Jr.: Os professores da Unipampa me ajudaram desde o primeiro semestre. Aprendi muita coisa, tive muito apoio de todos, recomendação de livros, experiências novas, agradeço a todos os professores que me incentivaram e disseram que tinha potencial, que era para continuar.
A Unipampa tem ótimos professores, e agora esse pessoal que está se formando eu tenho certeza que vão estar muito bem inseridos no mercado de trabalho, nós temos materiais para isso, apesar da falta de laboratórios os professores se esforçam para suprir isso, nosso curso é de qualidade. Precisamos aprender a entrevistar a ler e escrever matérias. fiquei feliz em representar a Unipampa, além de ser uma conquista pessoal e uma ótima experiência, para Unipampa é bom pode incentivar mais gente a vir para cá, isso dá visibilidade ao campus.
-Conta para a gente como foi a sua participação no concurso desde a inscrição.
Elder Jr.: No último dia da inscrição corri, escrevi o texto e mandei, algo que me ajudou muito na elaboração do primeiro texto foi uma aula que tive com a professora Adriana Duval de Radiojornalismo, ela perguntou o que esperava-se de uma rádio. Na hora eu não soube e por não saber fiquei pensando na pergunta. Para minha surpresa me ligaram da Zero Hora dizendo que uma menina não poderia participar e que então a décima vaga era minha. Por telefone a organização explicou que na próxima fase (segunda etapa), precisaria escrever sobre, eu com meus amigos ou família, assistindo ao jogo do Brasil. Vídeos e fotos eram opcionais, mas é claro que eu fiz. O pessoal estava aqui em casa assistindo o jogo e eu filmando, aconteceu algo engraçado uma aposta entre o Felipe e o Rodrigo, sobre os gols que o Luis Fabiano faria. A história estava ali na minha frente, as histórias sempre estão prontas, cabe a nós darmos o enfoque.
Na terceira fase, foi assim , a organização do concurso chamou os seis finalistas pra uma entrevista com os editores da ZH. Foi a parte mais difícil do concurso. Até porque foram seis, só seis e apenas um para cobrir uma grande reportagem. A gente que está na faculdade pensa muitas vezes que estar em uma Zero Hora é inalcançável, e não é! Eles dão oportunidade.
- No primeiro texto, a sua proposta como jornalista para o “fazer jornal” é concisa, humana e se compromete com a sociedade. Como você acredita que é possível realizar esse trabalho com sucesso futuramente?
Elder Jr.: Um jornal deve ser o que defende a população, que esclarece os acontecimentos, que não traz algo superficial sobre o fato e sim a absoluta verdade. As pessoas querem isso de um jornal, querem fazer parte da história. Acredito e acho muito interessante esse novo jornalismo, jornalismo literário. Cada matéria que for fazer será pensando nisso, pois cada vez que produzo algo novo me empolgo mais. Gosto cada vez mais de jornalismo.
Fotos: Daíse Carvalho
Video produzido para a segunda etapa do concurso: