Os Vampiros Que Se Mordam

em 29/09/2010, às 12h59min.

Título no Brasil: Os Vampiros Que Se Mordam
Título Original: Vampires Suck
País de Origem: EUA
Gênero: Comédia
Tempo de Duração: 80 minutos
Ano de Lançamento: 2010
Estreia no Brasil: 01/10/2010
Nota: 5,0

 

Francine Ferreira

Eu não sou uma grande fã de paródias, sempre as acho extremamente exageradas e as piadas sempre tão sem graça. Contudo em Os Vampiros que se Mordam, nós vemos uma comédia um pouco diferente, pois grande parte do deboche envolve a própria Saga Crepúsculo – tanto livros quanto filmes -, sua autora – Stephenie Meyer – e outras séries de sucesso que envolvem vampiros e lobisomens. Sem contar, é claro, com as clássicas piadas sobre as celebridades americanas.

No filme conhecemos Becca Crane, uma jovem adolescente que é obrigada a mudar-se para Sporks com seu pai, já que sua mãe anda ocupada demais viajando com um golfista famoso. Lá ela acaba reencontrando seu amigo de infância, Jacob White, e conhecendo Edward Sullen, um misterioso colega de aula com a pele gelada e extremamente branca.

A partir daí, vocês já podem imaginar o que está por vir.

Trio principal tem melhores atuações que os queridinhos da Saga Crepúsculo

 

A primeira coisa que se nota no filme é como a atuação do trio principal é melhor que as de Kristen Stewart, Robert Pattinson e Taylor Lautner. Jen Proske, que interpreta Becca, consegue sair da “expressão única” que Stewart tem em todas as situações dos filmes originais. Já Chris Rigg, responsável pelo papel de Jake, se sai muito bem debochando do fato do personagem Jacob Black, em Crepúsculo, sempre estar sem camiseta.

Contudo foi Matt Lanter que roubou a cena, interpretando o não tão sedutor Edward Sullen. Ele foi realmente o único ator que conseguiu me arrancar risadas por sua atuação ao invés dos absurdos exagerados do roteiro.

 

A atuação de Matt Lanter é um dos únicos bons motivos para rir durante o filme.

 

Ainda sobre os atores, quem conhece os livros e já assistiu aos filmes da saga, sabe que os Cullen (aqui chamados de Sullen) são vistos com uma beleza quase que irreal. Já em Os Vampiros Que Se Mordam, eles são extremamente feios. O único que realmente tem uma boa aparecia é Edward, então eu acredito que isso tenha sido de propósito, já que a descrição que Stephenie Meyer da aos personagens originais, é realmente exagerada.

Um ponto bacana do filme é o jeito que os roteiristas conseguiram misturar as histórias de Crepúsculo e Lua Nova, de uma forma bem diferente do que eu poderia esperar. Claro que eles acabam exagerando demais em algumas cenas clássicas dos originais, como por exemplo, o encontro de Edward com Bella na sala de biologia, a cena do primeiro beijo deles, o ataque de James à Bella, entre muitas outras.

Em grande parte, Os Vampiros Que Se Mordam faz você rir mais dos trocadilhos infames com os nomes dos personagens e locais, menções à outras séries de vampiros (True Blood, Diários do Vampiro) do que qualquer outra coisa.

Foi definitivamente um filme bem bolado, e que conseguiu tirar sarro da saga de uma maneira original, mas definitivamente não vale o dinheiro gasto no cinema ou locadoras.